Ex-executivo da Square Enix diz que Final Fantasy está perdendo a nova geração de jogadores
Ex-executivo da Square Enix afirma que Final Fantasy não conseguiu conquistar a nova geração por não apostar mais forte em experiências live service e colaborações modernas.
Um ex-executivo da Square Enix acredita que a empresa está falhando em conectar Final Fantasy com a nova geração de jogadores.
Jacob Navok, ex-Diretor de Business da companhia, publicou um longo texto nas redes sociais criticando a forma como a publisher vem tratando algumas de suas franquias mais populares.
Two years ago I said that one of Square Enix's biggest mistakes was to let MiHoYo make Genshin Impact instead of Square Enix.
— Jacob Navok (@JNavok) May 21, 2026
In my thread from last week, I pointed out that Square Enix has failed to bring its IP to a new generation, and that this will eat away at its future.… https://t.co/WnXpFsT1u0
Segundo ele, a Square entende perfeitamente como funciona o modelo live service, mas ainda assim não consegue aplicar essa mentalidade corretamente em séries gigantes como Final Fantasy.
Ex-executivo diz que Final Fantasy não acompanha os jogadores modernos
Para Navok, o maior problema é que a franquia continua funcionando de maneira “tradicional” enquanto a nova geração consome entretenimento de forma completamente diferente.
Ele acredita que a Square Enix deveria aproximar Final Fantasy de:
- colaborações modernas
- eventos contínuos
- crossovers
- modelos live service
Segundo ele, a empresa já provou que sabe trabalhar com esse tipo de experiência graças ao sucesso de:
- Final Fantasy XIV
- Final Fantasy XI
Mesmo assim, a publisher ainda não conseguiu transformar o restante da franquia em algo realmente conectado com o público mais jovem.
Ele cita até colaboração com K-pop
Durante o texto, Navok chegou até mesmo a imaginar possíveis colaborações que poderiam ajudar Final Fantasy a alcançar novas audiências.
Um dos exemplos citados foi uma hipotética parceria entre:
- K-pop Demon Hunters
- Final Fantasy
Para ele, esse tipo de crossover ajudaria a franquia a permanecer culturalmente relevante fora do nicho tradicional dos JRPGs.
Kingdom Hearts e Fortnite foram usados como exemplo
O ex-executivo também comparou a situação com outras franquias que conseguiram expandir seu alcance.
Segundo Navok, séries como:
- Kingdom Hearts
- Magic: The Gathering
- Fortnite
mostram como propriedades intelectuais podem crescer muito além do formato original.
Ele destacou especialmente Kingdom Hearts, afirmando que a série já provou que o universo de Final Fantasy funciona muito bem misturado com outras marcas.
Além disso, ele acredita que a Square poderia usar a base técnica de Final Fantasy XIV para criar uma experiência:
- free-to-play
- em constante evolução
- com colaborações frequentes
algo parecido com o que Fortnite faz atualmente.
“A Square é lenta demais”, afirma Navok
Outro ponto forte das críticas envolve a estrutura interna da empresa.
Segundo Navok, a Square Enix é extremamente lenta para tomar decisões e inovar.
“A Square Enix está tão acostumada a ser lenta que não consegue imaginar como seria agir rápido.”
Ele ainda afirma que existe muita burocracia interna e que o CEO da empresa deveria “cortar a fita vermelha” para permitir mais inovação.
Final Fantasy XIV continua sendo um dos maiores sucessos da empresa
Apesar das críticas, Navok reconheceu que a Square sabe trabalhar com jogos online de longo prazo.
Final Fantasy XIV continua sendo um dos MMORPGs mais populares do mundo, enquanto Final Fantasy XI segue ativo mesmo após quase 25 anos.
Recentemente, inclusive, o diretor de FF11 comentou sobre a possibilidade do jogo receber novas áreas futuramente.
Agora, a discussão levantada pelo ex-executivo reacendeu um debate antigo dentro da comunidade:
Final Fantasy deveria continuar focado em experiências single-player tradicionais ou abraçar mais o modelo live service moderno?
E você, acha que Final Fantasy precisa mudar para alcançar novos jogadores ou a franquia deve continuar como sempre foi? Comente abaixo!
Fonte: Insider Gaming
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