Reino Unido pode impedir crianças de conversar com desconhecidos em Roblox, Minecraft, Fortnite e Discord
O governo do Reino Unido está avaliando novas medidas de segurança online que podem impedir crianças de conversar com desconhecidos em plataformas como Roblox, Minecraft, Fortnite e Discord. A proposta faz parte de uma discussão mais ampla sobre proteção de menores na internet.
O governo do Reino Unido está considerando novas restrições que podem mudar significativamente a forma como crianças utilizam plataformas populares como Roblox, Minecraft, Fortnite e Discord. Entre as medidas em análise está a possibilidade de limitar ou impedir que menores de idade conversem com pessoas desconhecidas dentro desses serviços.
A proposta surgiu durante discussões relacionadas à segurança online de crianças e adolescentes, tema que tem ganhado cada vez mais atenção entre autoridades britânicas e reguladores digitais.
Governo mira contato entre crianças e desconhecidos
Segundo declarações do ministro da Segurança Online do Reino Unido, Kanishka Narayan, uma das maiores preocupações levantadas recentemente envolve o chamado "stranger pairing", termo utilizado para descrever situações em que adultos conseguem entrar em contato com crianças que não conhecem por meio de plataformas digitais.
De acordo com o ministro, esse problema aparece com frequência em ambientes de jogos online, onde recursos de bate-papo e interação social permitem que usuários conversem livremente com outras pessoas.
Por esse motivo, plataformas de games passaram a fazer parte das discussões sobre possíveis medidas de proteção para menores.
Roblox, Minecraft, Fortnite e Discord estão entre os citados
Embora nenhuma plataforma tenha sido oficialmente acusada de descumprir regras de segurança, autoridades destacaram que serviços como Roblox, Minecraft, Fortnite e Discord possuem sistemas de comunicação que permitem interações entre usuários desconhecidos.
Atualmente, muitas dessas plataformas já oferecem ferramentas como:
- Controle parental;
- Restrições de idade;
- Filtros de mensagens;
- Limitações de contato para menores;
- Sistemas de denúncia e moderação.
Mesmo assim, o governo avalia se essas medidas são suficientes para reduzir riscos relacionados a assédio, aliciamento e outras ameaças online.
Discussão vai além das redes sociais
A iniciativa faz parte da consulta pública "Growing Up in the Online World", realizada entre março e maio de 2026. O projeto analisou possíveis mudanças envolvendo redes sociais, plataformas de jogos, chatbots de inteligência artificial e mecanismos considerados potencialmente prejudiciais para menores.
Entre os recursos avaliados pelas autoridades estão:
- Rolagem infinita de conteúdo;
- Reprodução automática de vídeos;
- Compartilhamento de localização;
- Algoritmos de recomendação personalizados;
- Ferramentas de comunicação entre usuários.
O governo também estuda modelos semelhantes aos adotados pela Austrália, que implementou restrições para o acesso de menores a determinadas plataformas digitais.
Especialistas defendem medidas mais rígidas
A Comissária para a Infância do Reino Unido, Rachel de Souza, também apoiou a adoção de regras mais fortes para proteger menores online.
Segundo ela, muitos meninos passam mais tempo em jogos do que em redes sociais tradicionais, o que faz com que plataformas de games se tornem um ambiente relevante para discussões sobre segurança digital.
A autoridade destacou que crianças podem passar várias horas por dia jogando e interagindo com pessoas desconhecidas pela internet, o que aumenta a necessidade de mecanismos de proteção adequados.
Nenhuma decisão foi tomada até o momento
Apesar das discussões em andamento, o governo britânico ainda não confirmou quais medidas serão implementadas. As autoridades afirmaram que primeiro irão analisar todas as contribuições recebidas durante a consulta pública antes de anunciar mudanças definitivas.
Caso as restrições avancem, Roblox, Minecraft, Fortnite, Discord e outras plataformas semelhantes poderão ser obrigadas a adotar novas ferramentas de controle para menores ou limitar determinadas formas de comunicação entre usuários.
Por enquanto, o debate segue aberto, mas a proposta já gera discussões entre especialistas, empresas de tecnologia, pais e jogadores sobre o equilíbrio entre segurança infantil e liberdade de interação nos ambientes digitais.
Fonte: The Sunday Times
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