Capa: Artista veterano da Capcom explica por que Elden Ring impressiona sem gráficos extremos

Artista veterano da Capcom explica por que Elden Ring impressiona sem gráficos extremos

O veterano da Capcom Akira Yasuda (Akiman) explicou por que Elden Ring continua impressionando visualmente mesmo sem perseguir o fotorrealismo de jogos como Crimson Desert. Para ele, o diferencial está no uso inteligente de direção artística e perspectiva aérea, que estimula a imaginação do jogador.

Elden Ring voltou ao centro do debate visual da indústria após o lendário artista da Capcom, Akira Yasuda conhecido como Akiman explicar por que o jogo da FromSoftware se sustenta ao lado de produções tecnicamente muito mais pesadas, como Crimson Desert.

Para o veterano, o segredo não está em potência bruta, orçamento astronômico ou busca por fotorrealismo, mas sim em uma direção artística extremamente controlada para estimular a imaginação do jogador.

O realismo excessivo pode limitar a imaginação

Segundo Akiman, conforme o realismo gráfico aumenta, o jogador passa a ter menos espaço mental para completar o que está vendo.

Na visão do artista, Elden Ring foi cuidadosamente desenhado para manter esse equilíbrio, entregando detalhes suficientes para criar atmosfera, mas sem eliminar a margem de interpretação visual.

É justamente essa “lacuna criativa” que faz o mundo das Terras Intermédias parecer tão grandioso e memorável, mesmo sem o mesmo nível bruto de renderização de títulos mais recentes.

A perspectiva aérea é uma das chaves

Akiman citou um recurso específico usado pela FromSoftware: a perspectiva aérea.

Essa técnica clássica das artes visuais reduz detalhes, contraste e saturação em elementos mais distantes do cenário, criando uma sensação de profundidade muito forte sem depender de milhões de polígonos extras.

Na prática, o jogo faz o olhar do jogador perceber o essencial, enquanto a mente completa o restante — algo que reforça escala, mistério e atmosfera.

O olho vê o suficiente, a mente faz o resto

Esse é o ponto central do argumento de Akiman.

Para ele, o visual de Elden Ring funciona porque sabe exatamente quando mostrar e quando sugerir.

Ao invés de perseguir realismo absoluto, o jogo aposta em contraste, névoa, distância, composição e silhuetas para gerar impacto emocional, algo que dialoga diretamente com pintura clássica e cinematografia.

Nas palavras do veterano, “isso significa ser um bom artista”.

Por que isso importa para a indústria

O comentário reforça um debate cada vez mais forte no AAA: gráficos melhores não significam necessariamente visuais mais marcantes.

Elden Ring é um dos maiores exemplos recentes de como direção de arte, atmosfera e linguagem visual podem superar limitações técnicas aparentes.

Vindo de um nome como Akiman, a análise ganha ainda mais peso e reforça uma lição valiosa para a indústria: estilo e intenção artística ainda podem valer mais do que poder gráfico bruto.


Fonte: Multiplayer.it

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