Capa: Devil May Cry 5 impressiona no Nintendo Switch 2, mas ausência de novidades pode decepcionar fãs

Devil May Cry 5 impressiona no Nintendo Switch 2, mas ausência de novidades pode decepcionar fãs

Devil May Cry 5 Devil Hunter Edition entrega combates fluidos a 60 fps e se destaca como um dos ports mais impressionantes do Nintendo Switch 2. Apesar do ótimo desempenho, a nova versão não oferece conteúdos ou recursos inéditos para quem já conhece o jogo.

Devil May Cry 5 Devil Hunter Edition finalmente leva um dos jogos de ação mais elogiados da Capcom ao Nintendo Switch 2, entregando uma conversão tecnicamente impressionante e capaz de manter a intensidade dos combates da versão original.

Segundo as primeiras análises, o jogo consegue atingir 60 quadros por segundo com grande estabilidade, preservando a fluidez necessária para executar combos, trocar estilos e enfrentar grupos de inimigos sem comprometer a experiência.

O principal problema é que a nova edição não apresenta conteúdos inéditos relevantes. Para quem já terminou Devil May Cry 5 em outras plataformas, o maior atrativo está na possibilidade de jogar no console da Nintendo e aproveitar a portabilidade oferecida pelo aparelho.

Devil May Cry 5 finalmente chega ao Nintendo Switch 2

Lançado originalmente em março de 2019, Devil May Cry 5 marcou o retorno da franquia principal após um longo período sem uma nova sequência numerada.

O jogo foi posteriormente ampliado com uma edição especial que adicionou Vergil como personagem jogável, além de melhorias visuais e novos recursos técnicos nas plataformas mais recentes.

Agora, a Devil Hunter Edition adapta esse conteúdo para o Nintendo Switch 2, oferecendo uma versão completa voltada aos jogadores que ainda não tiveram contato com a aventura.

O lançamento também amplia a presença da franquia nos consoles da Nintendo. Os três primeiros Devil May Cry chegaram ao Switch original, mas títulos como Devil May Cry 4 e Devil May Cry 5 permaneceram ausentes durante aquela geração.

Port impressiona com desempenho de 60 fps

O aspecto mais elogiado da nova versão é seu desempenho. Devil May Cry 5 depende diretamente de comandos rápidos, animações responsivas e uma taxa de quadros consistente para que seu sistema de combate funcione corretamente.

No Switch 2, a Capcom conseguiu manter o jogo funcionando a 60 fps tanto no modo TV quanto no modo portátil, segundo as especificações oficiais.

A análise destaca que o título permanece estável mesmo durante confrontos mais intensos, quando vários inimigos, efeitos visuais e ataques especiais aparecem simultaneamente na tela.

Entre os principais pontos positivos da conversão estão:

  • Combates executados a 60 quadros por segundo;
  • Imagem considerada limpa e nítida;
  • Boa estabilidade durante cenas de ação intensa;
  • Jogabilidade preservada no modo portátil;
  • Tempos de resposta adequados para combos avançados.

Esse desempenho é especialmente importante porque pequenos atrasos ou quedas frequentes poderiam prejudicar esquivas, bloqueios, trocas de armas e sequências de ataques.

Devil Hunter Edition não traz conteúdo realmente novo

Apesar da qualidade técnica, Devil May Cry 5 Devil Hunter Edition não funciona como uma expansão ou uma versão totalmente reformulada do jogo.

A edição reúne a experiência já conhecida e inclui Vergil como personagem jogável, mas não adiciona uma campanha inédita, novos personagens ou capítulos exclusivos para o Switch 2.

Isso significa que jogadores que já possuem as versões completas em outras plataformas não encontrarão grandes motivos para comprar novamente, além da possibilidade de jogar no aparelho da Nintendo.

Para quem nunca experimentou Devil May Cry 5, porém, a situação é diferente. A Devil Hunter Edition oferece uma forma completa e tecnicamente competente de conhecer um dos títulos mais importantes do gênero de ação.

Vergil está incluído sem compra adicional

Um dos principais atrativos do pacote é a inclusão de Vergil, irmão gêmeo de Dante e um dos personagens mais populares da franquia.

Em outras versões, o personagem foi disponibilizado inicialmente como conteúdo adicional. Na Devil Hunter Edition, ele faz parte do pacote principal e pode ser utilizado sem uma compra separada.

Vergil possui um estilo de combate próprio, baseado em precisão, velocidade e no uso de armas como a Yamato.

Sua jogabilidade recompensa movimentos calculados e o controle da barra de concentração, oferecendo uma experiência diferente daquela encontrada com os outros protagonistas.

Quatro personagens oferecem estilos diferentes

Devil May Cry 5 conta com quatro personagens jogáveis: Nero, Dante, V e Vergil. Cada um possui controles, armas e sistemas próprios.

  • Nero: combina ataques com espada, armas de fogo e diferentes braços mecânicos;
  • Dante: oferece o sistema mais complexo, com troca de estilos e grande variedade de equipamentos;
  • V: utiliza criaturas invocadas para enfraquecer os inimigos antes de finalizar os combates;
  • Vergil: prioriza precisão, concentração e ataques extremamente rápidos.

Essa variedade ajuda a manter o ritmo da campanha e incentiva os jogadores a repetirem missões para dominar cada conjunto de habilidades.

Mesmo Nero, Dante e Vergil utilizando espadas, a Capcom conseguiu criar diferenças claras de velocidade, peso e movimentação entre eles.

V continua sendo o personagem mais diferente

Entre os protagonistas, V apresenta a jogabilidade mais incomum. Em vez de enfrentar diretamente os inimigos com armas tradicionais, ele comanda criaturas que realizam a maior parte dos ataques.

As invocações enfraquecem os demônios, mas apenas V pode aplicar os golpes finais. Isso obriga o jogador a controlar simultaneamente o posicionamento do personagem e as ações de seus companheiros.

O estilo dividiu opiniões quando o jogo foi lançado originalmente, principalmente por ser mais lento do que os combates protagonizados por Dante e Nero.

Ainda assim, suas missões ajudam a variar o ritmo da campanha e mostram a disposição da Capcom para experimentar novas formas de combate dentro da franquia.

Sistema de combate permanece como o grande destaque

Devil May Cry 5 é construído em torno da capacidade de executar ataques variados e manter sequências cada vez mais elaboradas.

O jogo avalia o desempenho durante os confrontos e aumenta a classificação conforme o jogador evita repetir movimentos, utiliza diferentes armas e mantém o controle da batalha.

Esse sistema transforma cada encontro em uma oportunidade para melhorar a execução, experimentar novas combinações e alcançar pontuações maiores.

A fluidez do port para Switch 2 preserva justamente esse elemento, impedindo que limitações técnicas interfiram no ritmo das lutas.

Modo fotografia continua sendo uma fraqueza

A nova versão também mantém algumas limitações presentes nas edições anteriores, incluindo um modo fotografia considerado básico.

Embora seja possível capturar momentos das batalhas e cenas cinematográficas, as ferramentas disponíveis oferecem menos liberdade e opções do que aquelas encontradas em outros jogos modernos.

A Devil Hunter Edition não aproveita o relançamento para reformular esse recurso ou adicionar novas possibilidades de personalização.

O problema não compromete a campanha, mas reforça a impressão de que a Capcom priorizou uma conversão direta em vez de uma edição com melhorias e conteúdos adicionais.

Versão é mais indicada para novos jogadores

Para quem nunca jogou Devil May Cry 5, a versão de Switch 2 surge como uma das melhores opções de ação disponíveis no console.

Ela reúne a campanha completa, quatro personagens jogáveis e o conteúdo anteriormente lançado, mantendo o desempenho necessário para preservar a qualidade dos combates.

Jogadores veteranos, no entanto, precisam considerar que não existem missões, personagens ou recursos exclusivos que justifiquem uma nova compra por conteúdo.

O principal diferencial é poder acessar a experiência no formato portátil e continuar jogando longe da televisão.

Port mostra a capacidade do Nintendo Switch 2

A chegada de Devil May Cry 5 também representa mais um exemplo de jogos da geração anterior que não eram viáveis no primeiro Switch, mas agora podem ser adaptados para o novo hardware.

O desempenho a 60 fps mostra que o Switch 2 possui espaço para receber experiências de ação mais exigentes sem necessariamente comprometer a fluidez.

Isso pode incentivar a Capcom e outras empresas a levarem mais jogos de seus catálogos recentes ao console.

Para a Nintendo, ports desse nível ajudam a fortalecer o apoio de terceiros e ampliam a variedade de experiências disponíveis fora das franquias produzidas internamente.

Devil May Cry 5 continua sendo referência no gênero

Mesmo anos após seu lançamento original, Devil May Cry 5 continua sendo considerado uma referência entre os jogos de ação focados em personagens.

Seu sistema de combate profundo, a variedade de protagonistas e a possibilidade de repetir missões em dificuldades maiores garantem uma longa vida útil.

A Devil Hunter Edition não reinventa essa experiência e também não corrige todas as limitações do jogo. Ainda assim, entrega uma conversão sólida e tecnicamente impressionante.

Para quem ainda não conhece a aventura de Dante, Nero, V e Vergil, a versão de Nintendo Switch 2 oferece uma excelente porta de entrada. Para os veteranos, o apelo dependerá principalmente do interesse em jogar no formato portátil.


Fonte: TheGamer e Capcom

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Lançamento
15/01/2013
Plataformas
PlayStation 3, PC (Microsoft Windows), Xbox 360
Gêneros
Puzzle, Hack and slash/Beat 'em up, Adventure
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