Novo patch da Valve pode fazer Steam Machine com 8GB VRAM render mais no Linux
Uma nova proposta de otimização criada por uma engenheira da Valve pode mudar a percepção sobre a futura Steam Machine com apenas 8GB de VRAM. O patch melhora o gerenciamento de memória no Linux e pode liberar mais VRAM real para jogos pesados como Cyberpunk 2077, elevando FPS sem depender apenas de hardware bruto.
A preocupação com a futura Steam Machine equipada com apenas 8GB de VRAM pode estar perdendo força graças a uma nova solução criada dentro do ecossistema Linux da Valve.
A engenheira Natalie Vock, que atua na equipe de drivers gráficos Linux da empresa, desenvolveu um conjunto de patches de kernel que melhora drasticamente a forma como o sistema gerencia memória de GPU, algo que pode resultar em mais FPS mesmo em GPUs de entrada.
O problema da VRAM no Linux
No Linux, quando a VRAM chega ao limite, o kernel normalmente usa um sistema de eviction, removendo dados para evitar travamentos.
O problema é que, em jogos pesados como Cyberpunk 2077, isso pode causar quedas bruscas de desempenho, já que texturas e dados importantes acabam sendo enviados para a GTT (Graphics Translation Table), uma área muito mais lenta da memória.
Na prática, isso gera stutter, dips de FPS e pior aproveitamento do hardware disponível.
Patch dmemcg-booster prioriza processos de jogo
A solução de Vock, chamada dmemcg-booster, usa Device Memory Control Groups (cgroups) para instruir o Linux a proteger processos específicos — no caso, os relacionados ao jogo em execução.
Isso evita que dados essenciais sejam expulsos da VRAM e jogados na GTT, mantendo texturas, shaders e buffers críticos dentro da memória rápida da GPU.
O resultado é um uso muito mais eficiente dos mesmos 8GB disponíveis.
Cyberpunk 2077 ganhou acesso a 7,4GB reais
Nos testes citados, Cyberpunk 2077 usava apenas cerca de 6GB reais de VRAM, enquanto 1,37GB acabavam “vazando” para a GTT lenta.
Com os patches ativos, o jogo passou a utilizar 7,4GB efetivos da GPU, reduzindo gargalos e melhorando consistência de performance.
É uma diferença enorme especialmente para resoluções mais altas, texturas pesadas e ray tracing leve.
Por que isso importa para a Steam Machine
Se essa otimização chegar ao SteamOS, a futura Steam Machine com GPU RDNA 3 customizada pode entregar resultados muito melhores do que o hardware bruto sugeriria.
Isso é especialmente relevante para a promessa de jogar em 4K com 60 FPS, algo que parecia difícil com apenas 8GB de VRAM em títulos modernos.
Com melhor gerenciamento de memória + FSR via AMF, a proposta da Valve passa a soar muito mais realista.
Por que isso importa para a indústria
O caso reforça uma lição importante: otimização de software ainda pode compensar limitações de hardware de forma extremamente eficiente.
Em um cenário onde GPUs estão cada vez mais caras, soluções de kernel como essa podem prolongar a vida útil de placas de entrada, portáteis e dispositivos dedicados Linux.
Se for integrado ao kernel principal e ao SteamOS, o patch pode se tornar uma das melhorias mais importantes do ecossistema gaming Linux em 2026.
Fonte: GamesRadar+ / Natalie Vock
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