Capa: Valve explica por que a Steam Machine não deve ser vista como um console e argumento já divide a comunidade

Valve explica por que a Steam Machine não deve ser vista como um console e argumento já divide a comunidade

Após revelar os preços da nova Steam Machine, a Valve voltou a comentar o posicionamento do produto no mercado. Segundo a empresa, o dispositivo não deve ser visto como um console tradicional, mas sim como uma extensão do ecossistema de jogos para PC.

A nova Steam Machine continua gerando debates na comunidade gamer. Depois da repercussão causada pelos preços que variam entre US$ 1.049 e US$ 1.428, a Valve decidiu esclarecer um ponto importante: para a empresa, a Steam Machine não é um console.

Em uma nova seção de perguntas e respostas publicada oficialmente, a companhia explicou por que acredita que o dispositivo se encaixa mais no universo dos PCs do que no dos consoles tradicionais.

"Não pensamos nela como um console"

Ao responder diretamente à pergunta "Esta é a console da Valve?", a empresa foi categórica.

"Pensamos na Steam Machine como uma extensão dos jogos de PC, não como um console."

Segundo a Valve, a principal diferença está no modelo de negócios adotado historicamente pelos consoles tradicionais.

A empresa argumenta que fabricantes costumam vender hardware com pouca margem de lucro — ou até mesmo no prejuízo — para recuperar esse valor posteriormente através de assinaturas, serviços e da venda de jogos dentro de um ecossistema fechado.

Valve defende ecossistemas abertos

No comunicado, a companhia afirma acreditar que plataformas abertas oferecem mais benefícios aos consumidores no longo prazo.

"A história dos jogos para PC prova isso. A abertura do mercado de PC foi o principal motor de inovação em hardware e software durante décadas."

Por esse motivo, a Steam Machine foi projetada para funcionar como um computador completo, permitindo que os usuários instalem outros aplicativos, programas e até sistemas operacionais diferentes do SteamOS.

A ideia é oferecer uma experiência semelhante à de um console na sala de estar, mas sem as limitações normalmente associadas a plataformas fechadas.

Preço elevado reforça a diferença em relação aos consoles

A declaração também ajuda a explicar uma das maiores críticas feitas ao produto desde seu anúncio: o preço.

Enquanto a Steam Machine mais barata custa US$ 1.049, os consoles atuais possuem valores significativamente menores. Isso levou muitos jogadores a compararem diretamente o dispositivo com PlayStation e Xbox.

Para a Valve, porém, essa comparação não seria totalmente adequada, já que a Steam Machine busca competir mais com PCs gamers compactos do que com consoles tradicionais.

A empresa também reforçou que não pretende entrar em uma disputa de subsídios de hardware, estratégia frequentemente utilizada pelos fabricantes de consoles para reduzir o preço inicial de seus produtos.

Mas a Steam também ganha dinheiro com jogos

Um dos pontos levantados por parte da comunidade é que a Valve também recebe uma porcentagem das vendas realizadas na Steam, modelo semelhante ao adotado por fabricantes de consoles em suas lojas digitais.

Mesmo assim, a companhia afirma que não pretende utilizar essa receita para reduzir artificialmente o preço da Steam Machine e insiste que seu objetivo não é competir diretamente no mercado tradicional de consoles.

Valve quer oferecer uma alternativa, não substituir consoles

Segundo a empresa, a Steam Machine é apenas uma das formas de acessar o ecossistema PC.

"A força dos jogos de PC está na possibilidade de jogar os games que você quiser, no hardware que você quiser. A Steam Machine é uma solução para isso, mas não é a única solução, e não queremos que seja."

Com essa estratégia, a Valve tenta posicionar a Steam Machine como um produto híbrido: um dispositivo com aparência e praticidade de console, mas com a liberdade e flexibilidade típicas de um computador.

Resta saber se os jogadores estarão dispostos a pagar mais de mil dólares por essa proposta quando o hardware chegar ao mercado nos próximos meses.

E você, concorda com a Valve? A Steam Machine deve ser considerada um PC compacto para a sala de estar ou, na prática, ela continua sendo um console de videogame? Comente abaixo e compartilhe sua opinião.


Fonte: Kotaku

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