Capa: Unreal Engine 6 vai integrar Claude e Gemini para reduzir tarefas repetitivas e acelerar criação de jogos

Unreal Engine 6 vai integrar Claude e Gemini para reduzir tarefas repetitivas e acelerar criação de jogos

A Epic Games confirmou que a Unreal Engine 6 terá integração ampliada com inteligência artificial, incluindo modelos como Claude e Gemini. A nova engine será formada pela união da Unreal Engine 5 com o UEFN e buscará reduzir tarefas repetitivas para dar mais tempo à criação e ao refinamento dos jogos.

A Epic Games revelou novos detalhes sobre a Unreal Engine 6 e confirmou que a inteligência artificial terá uma presença ainda maior no processo de desenvolvimento de jogos.

A próxima geração da engine contará com integração a modelos como Claude e Gemini, permitindo que cada estúdio utilize suas ferramentas favoritas para automatizar tarefas, acelerar protótipos e reduzir trabalhos considerados repetitivos.

Segundo a companhia, a Unreal Engine 6 será construída ao longo dos próximos dois anos por meio da união entre a Unreal Engine 5 e o Unreal Editor for Fortnite, conhecido como UEFN.

Unreal Engine 6 será criada a partir da UE5 e do UEFN

Durante a apresentação State of Unreal realizada em 17 de junho, a Epic explicou que a Unreal Engine 6 não será apenas uma atualização visual da tecnologia atual.

O plano é combinar gradualmente as ferramentas da Unreal Engine 5 com os recursos colaborativos e de publicação presentes no UEFN.

Essa fusão deverá formar uma plataforma única para o desenvolvimento de jogos tradicionais, experiências dentro de Fortnite e conteúdos conectados a outros projetos criados com a tecnologia da empresa.

A transição acontecerá durante os próximos dois anos, indicando que a nova engine ainda está em uma fase inicial de desenvolvimento.

Claude e Gemini poderão ser integrados à engine

Um dos principais destaques será a possibilidade de conectar diferentes modelos de inteligência artificial diretamente ao fluxo de trabalho.

A Epic mencionou ferramentas como Claude e Gemini, mas a proposta não parece estar limitada a apenas esses serviços.

Os desenvolvedores poderão escolher seus modelos preferidos e utilizá-los dentro de ferramentas e sistemas preparados para a Unreal Engine 6.

Segundo a empresa, essas integrações serão testadas tanto em seus projetos internos quanto dentro do UEFN antes de chegarem ao público.

Objetivo é reduzir tarefas tediosas

A Epic afirma que o principal objetivo da IA não será substituir a criatividade dos desenvolvedores, mas reduzir o tempo gasto em processos repetitivos.

Entre as possíveis aplicações estão configuração de sistemas, organização de conteúdos, edição de códigos, criação de protótipos e automação de tarefas técnicas.

A companhia acredita que, ao diminuir esse trabalho manual, artistas, designers e programadores poderão dedicar mais tempo à exploração criativa.

O resultado esperado é permitir que as equipes produzam mais versões de uma mesma ideia e tenham mais oportunidades para refinar o conteúdo antes do lançamento.

Epic quer aumentar número de testes e melhorias

Durante uma produção, cada alteração precisa ser implementada, testada e revisada antes de chegar ao jogador.

Em projetos grandes, esse processo pode consumir dias ou semanas, especialmente quando envolve diferentes departamentos.

Com ferramentas assistidas por IA, a Epic pretende reduzir o intervalo entre a ideia inicial e uma versão que possa ser experimentada dentro da engine.

Isso permitiria realizar mais testes durante o desenvolvimento e abandonar rapidamente soluções que não funcionem.

A empresa apresenta esse aumento no número de iterações como uma forma de melhorar o acabamento dos jogos, e não apenas como uma maneira de lançá-los mais rapidamente.

Desenvolvedores poderão escolher seus próprios modelos

Um ponto importante da proposta é que os estúdios não deverão ficar presos a uma única inteligência artificial fornecida pela Epic.

A Unreal Engine 6 terá ferramentas e fluxos de trabalho preparados para receber modelos escolhidos pelo próprio desenvolvedor.

Essa flexibilidade poderá ser útil para empresas que já possuem contratos com determinados fornecedores ou utilizam modelos treinados com dados internos.

Grandes estúdios também poderão preferir sistemas privados para evitar que códigos, artes e informações confidenciais sejam enviados a serviços externos.

IA ainda provoca forte rejeição entre jogadores

Apesar das promessas de produtividade, o uso de inteligência artificial generativa continua sendo um dos assuntos mais controversos da indústria.

Jogadores frequentemente criticam empresas que utilizam a tecnologia para produzir artes, vozes, textos ou modelos sem transparência.

Entre as principais preocupações estão a possível substituição de profissionais, o uso de obras protegidas durante o treinamento e a redução da participação humana na criação.

Por isso, a integração anunciada pela Epic deverá ser acompanhada de perto por artistas, sindicatos e desenvolvedores.

Ferramentas podem ajudar equipes pequenas

A utilização de modelos generativos também pode oferecer benefícios para desenvolvedores independentes.

Pequenas equipes normalmente precisam dividir seu tempo entre programação, arte, interface, testes e divulgação.

Assistentes integrados à engine poderiam ajudar a explicar erros, montar estruturas iniciais, automatizar tarefas simples e acelerar a criação de protótipos.

Isso não elimina a necessidade de conhecimento técnico, já que todo resultado ainda precisará ser revisado e adaptado para o projeto.

Mesmo assim, a tecnologia pode reduzir algumas barreiras enfrentadas por criadores com poucos recursos.

Unreal Engine 6 foi apresentada com Rocket League

A existência da Unreal Engine 6 foi revelada inicialmente durante um evento competitivo de Rocket League.

A Epic confirmou que o jogo será transferido para a nova tecnologia após mais de uma década utilizando a Unreal Engine 3.

A mudança deverá permitir melhorias visuais, novos sistemas e uma integração mais profunda com o ecossistema moderno da empresa.

Rocket League provavelmente funcionará como uma das principais demonstrações práticas da engine, assim como Fortnite é utilizado atualmente para testar recursos da Unreal Engine 5 e do UEFN.

UE6 deve mudar mais que apenas os gráficos

Embora a primeira demonstração tenha chamado atenção pelo visual, a Epic está apresentando a Unreal Engine 6 principalmente como uma evolução na forma de produzir e conectar jogos.

A companhia quer que um mesmo projeto possa funcionar como um aplicativo independente, uma experiência dentro de Fortnite ou até como conteúdo integrado a outro jogo desenvolvido na engine.

A inteligência artificial fará parte dessa visão, ajudando equipes a criar, adaptar e publicar conteúdos com maior velocidade.

A proposta também está ligada ao plano da Epic de construir um ecossistema de jogos conectados, com comunidades, identidades e economias capazes de interagir entre si.

Qualidade dependerá da implementação pelos estúdios

A presença de IA na engine não significa automaticamente que todos os jogos utilizarão conteúdos gerados ou terão melhor desempenho.

Cada desenvolvedora será responsável por decidir quais modelos utilizar, quais tarefas automatizar e quanto controle humano manter durante a produção.

Ferramentas desse tipo podem acelerar o trabalho, mas códigos ou conteúdos gerados sem revisão também podem criar erros e problemas difíceis de corrigir.

O sucesso da Unreal Engine 6 dependerá do equilíbrio entre produtividade, qualidade, transparência e supervisão profissional.

Unreal Engine 6 ainda não tem data de lançamento

A Epic ainda não revelou quando a Unreal Engine 6 será disponibilizada oficialmente.

Como a fusão entre a UE5 e o UEFN acontecerá ao longo dos próximos dois anos, é provável que diferentes recursos sejam introduzidos gradualmente antes da estreia definitiva.

A empresa também deverá testar suas integrações de IA em projetos internos e experiências de Fortnite antes de liberá-las amplamente.

Por enquanto, a mensagem é clara: Claude, Gemini e outros modelos terão espaço importante na próxima geração da engine, com a promessa de reduzir tarefas repetitivas e permitir que os desenvolvedores passem mais tempo criando e refinando seus jogos.


Fonte: Insider Gaming / Epic Games / State of Unreal

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